segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Pela janela...


O sol já se havia posto há algum tempo. Estava agora um fino frio de Outono, que de forma subtil, deslizava pelas frinchas da janela daquela sala empoeirada e desnuda. O meu rosto por detrás das vidraças embaciadas pelo quase imperceptível sopro, que de forma descontrolada ia deixando sair das minhas entranhas, poisava desmaiadamente sobre um dos seus seis rectângulos frios e grotescos. Olhava, entristecida não sei bem porquê as águas do rio. O meu corpo, quase inerte, quase gélido, quase pálido, termia descontroladamente, a minha mente atropelava-se entre sinapses nervosas e atarefadas (não sei bem com que pensamentos). Talvez a ponte fizesse sentido. Talvez aquele lugar, aquela janela, aquele fino frio outonal, fizesse todo o sentido. Talvez o ali estar, quase nua, quase gélida, quase pálida, talvez a imensidão de pensamentos desconectados, fosse a forma que a minha imensa saudade tivesse encontrado para te chamar... Mas para quê? Não faz sentido! Talvez não seja nada disso, talvez todo este aglomerado de peças soltas e insanas, fossem nada mais nada menos, que a forma que o meu inconsciente encontrou para me abanar e chamar-me à razão... Talvez (e agora sim, faz sentido) a ponte representasse um ponto de viragem, assim estaria explicada a força que exercia sobre mim...

4 comentários:

  1. Estão fantásticas, umas cores divinais.
    Parabéns.
    Beijos.

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  2. Uma fotografia deslumbrante... Muito boa... muita classe neste trabalho! Parabéns.

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  3. Thank you for sharing
    This fabulous work with us
    Good creations

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