quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

| Introspecção |

Para quê ter capacidade de pensar
Para quê?
Se a felicidade aparece radiante nos olhos de quem não pensa!
Para quê sentir compaixão, ódio, amor
Para quê?
Se tudo se resume ao sentido da sobrevivência!
Para quê as lutas de ideais,
Para quê os paradigmas,
Os paradoxos e outros que tais?
Para quê…
Vomitam-se palavras, discursos e heresias
Ruminam-se certezas, que hoje são, amanhã não,
Criam-se ilusões como tropeções
Para quê?
Andam alienados, enclausurados
Fedem a progresso e tecnologia
Para quê?
Corre-se sofregamente no dia-a-dia
Como formiguinhas atrás de pão
Para quê?
Para quê Senhores, Doutores, Excelências e Majestades
Para quê Leis, Doutrinas e outras Leviandades
Se a formiga que é formiga encontra pão
E tu que és Homem nem pão, nem emancipação!

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